Prevenção · Acolhimento · Informação · Transformação
"Uma por Todas e Todos por uma"
A violência raramente começa com a agressão. Ela começa muito antes, em pequenos sinais — e o agressor costuma ser extremamente sedutor no início.
Se você está aqui buscando respostas sobre o seu relacionamento, isso já é um passo de coragem. Este espaço não existe para julgar, e sim para te ajudar a enxergar com mais clareza. Você não está sozinha.
Qualquer conduta que ofenda integridade ou saúde corporal.
Sinal: marcas, dores, medo físico.
Humilhação, manipulação, chantagem, isolamento, vigilância. A mais comum e a mais difícil de identificar.
Sinal: você se sente menor, insegura ou "louca" perto dele.
Calúnia, difamação, injúria.
Sinal: ele fala mal de você para outros ou te expõe "para te colocar no lugar".
Controlar, destruir ou reter bens, documentos, dinheiro.
Sinal: você precisa "prestar contas" para gastar o que é seu.
Forçar relação sexual não desejada, inclusive no casamento.
Sinal: você disse "não" e não foi respeitada.
Usar filhos, animais ou pessoas queridas como instrumento de dor e controle.
Sinal: ele ameaça ou manipula através de quem você ama.
Apesar de a violência doméstica ter várias fases e especificidades, a psicóloga norte-americana Lenore Walker identificou que as agressões cometidas em um contexto conjugal ocorrem dentro de um ciclo que é constantemente repetido.
Provocações, silêncios, cobranças.
A agressão acontece.
Pedidos de desculpa, promessas, carinho intenso.
Entender o ciclo da violência colabora para perceber a relação abusiva que uma mulher possa estar inserida! O ciclo se repete e tende a encurtar com o tempo — isso explica por que sair é difícil, não é falta de força.
Nenhum sinal isolado define abuso — mas quando vários aparecem juntos e se repetem, vale prestar atenção.
Não existe um número certo de "sins" para confirmar. Se alguma dessas perguntas te tocou, isso já é motivo suficiente para conversar com alguém de confiança.
Assistente virtual gratuita e discreta pelo WhatsApp, aberta a qualquer mulher em situação de risco.
📱 Fale com a ÂngelaAs leis que protegem mulheres, crianças e adolescentes no Brasil — e os canais oficiais para pedir ajuda, sempre atualizados.
Legislação que define, previne e pune a violência contra a mulher.
Cria mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, com medidas protetivas de urgência, assistência à vítima e responsabilização do agressor.
Inclui o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio: matar mulher por razões da condição de sexo feminino — violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Determina que as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) funcionem ininterruptamente — 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo feriados.
Cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM), banco de dados unificado consultável por órgãos de segurança pública em todo o país.
Tipifica o crime de perseguição (stalking): perseguir alguém reiteradamente, por qualquer meio, ameaçando sua integridade física ou psicológica ou invadindo sua privacidade — inclusive online.
Cria o tipo penal específico de violência psicológica contra a mulher: causar dano emocional que prejudique seu desenvolvimento, ou que vise degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.
Tipifica o vicaricídio: matar descendente, dependente ou pessoa do vínculo afetivo da mulher com a finalidade de causar-lhe sofrimento, punição ou controle.
Leis que protegem crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Cria medidas de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, nos mesmos moldes da Lei Maria da Penha — independentemente do sexo da vítima.
Procedimento de entrevista sobre uma possível situação de violência com criança ou adolescente, feito pela rede de proteção (saúde, assistência social e educação).
Cuidado e proteção, não produção de provas. Evita repetição desnecessária do relato.
Procedimento de oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária, com finalidade investigativa.
Proteção da vítima durante o processo judicial.
Protege vítimas de violência sexual e testemunhas contra humilhação e exposição indevida durante audiências — coíbe a chamada "revitimização".
Onde buscar ajuda, denunciar ou pedir orientação — gratuito e a qualquer momento.
Uma assistente virtual que te ouve, orienta e, se for preciso, te conecta com uma rede de apoio segura — tudo pelo WhatsApp, de forma discreta e gratuita. Ao iniciar a conversa, ela vai te dar boas-vindas e perguntar seu vínculo com a Natura, mas o atendimento é aberto a qualquer mulher em situação de risco.
📱 Fale com a ÂngelaNenhum resultado encontrado. Tente outra palavra-chave.
Este portal tem finalidade informativa e educativa. A legislação pode ser alterada — para o texto oficial e integral de cada lei, consulte sempre planalto.gov.br. Em caso de risco imediato, ligue 190.
Suicídio não tem uma causa única, e falar sobre o assunto de forma aberta e cuidadosa não incentiva — pelo contrário, é uma das formas mais eficazes de prevenção.
Se você está passando por um momento difícil, ou conhece alguém que está: você não precisa estar em uma crise para pedir ajuda, e não precisa passar por isso sozinho(a).
Nenhum sinal isolado confirma risco — mas juntos, repetidos ou fora do padrão da pessoa, merecem atenção e uma conversa cuidadosa.
Apoio emocional sigiloso e gratuito, 24 horas por dia, todos os dias. Ligação, chat e e-mail — para quem precisa falar e para quem quer aprender a escutar.
"Aqui, você pode falar, ouvir, se abrir ou apenas ser."
Criar espaços de acolhimento, escuta e transformação, promovendo através da Psicologia Social e Comunitária a prevenção da violência, o fortalecimento emocional, o empoderamento feminino e a educação para relações mais conscientes, respeitosas e seguras.
Rodas de conversa, palestras, intervenções comunitárias e ações psicoeducativas.
O Entre Elas está presente em escolas, empresas, ONGs e comunidades — em qualquer espaço onde seja possível acolher, informar e transformar.
Entre Elas: acolhe, informa e empodera meninas e mulheres por meio da escuta, conscientização e fortalecimento emocional.
Escuta empática, sem julgamento, como primeiro passo de toda intervenção.
Educação socioemocional e conscientização em cada roda de conversa e palestra.
Mudança social que começa em cada roda, cada turma, cada conversa.
Palestras e rodas de conversa sobre respeito, gênero e direitos para alunos do ensino fundamental e médio.
Ações sobre saúde emocional, equidade de gênero e convivência saudável no ambiente corporativo.
Intervenções comunitárias, rodas de conversa e suporte psicoeducativo para mulheres em vulnerabilidade.
Palestras e projetos que integram a Psicologia Social às demandas reais das comunidades.
O calendário de datas de conscientização orienta parte das nossas ações — cada mês, um tema para acolher, informar e transformar.
Proteção de crianças e adolescentes — Prevenção da violência sexual, escuta segura e fortalecimento dos adultos de confiança.
Enfrentamento à violência contra a mulher — Conscientização sobre sinais de violência, direitos, proteção e caminhos para denúncia.
Valorização da vida e saúde mental — Acolhimento, escuta, informação responsável e incentivo à busca por ajuda.
Saiba mais →Acolhendo a maternidade — Rodas de conversa para elaborar o luto de ver o filho criança se tornar adolescente, e atravessar essa fase com mais escuta, informação e conexão.
Respeito e prevenção desde cedo — Educação emocional, consentimento, equidade e desconstrução de padrões violentos com meninos e adolescentes.
"Não se nasce homem — torna-se. E o que se aprende, também pode ser reaprendido."
— Sócrates Nolasco, psicólogo brasileiro, autor de O Mito da Masculinidade (1993)
Nas últimas três décadas, os estudos de masculinidades documentam como a cobrança por um único modelo rígido de "ser homem" prejudica os próprios meninos: reprime emoções, isola amizades e normaliza a violência como prova de força.
Mostrou que existe uma masculinidade hegemônica, mais valorizada socialmente, que hierarquiza os próprios homens entre si e machuca quem não se encaixa nela.
Documentaram como meninos são treinados a esconder medo e tristeza atrás de uma fachada de força, e defenderam a alfabetização emocional como proteção.
Mostrou que meninos pequenos nascem tão relacionais e afetuosos quanto meninas — e vão "desaprendendo" isso por pressão social.
Documentou como meninos perdem amizades íntimas na adolescência por medo de parecerem fracos, com impacto direto na saúde emocional.
Argumentou que o patriarcado também aprisiona os homens, e defendeu educar meninos para o amor, não para a dominação.
Com o Programa H, traduziu essas ideias em prática — um método brasileiro hoje usado em mais de 30 países para engajar jovens homens na equidade de gênero.
Nenhum sinal isolado indica, por si só, que um menino está em sofrimento. O que importa é observar o padrão, a intensidade e a mudança em relação ao comportamento habitual — sempre com cautela e sem alarmismo. Muitas vezes, o sofrimento aparece disfarçado de raiva, não de tristeza.
Aqui você encontra o porquê de cada jornada, o que ela desenvolve na criança, quais sinais observar e o que fazer diante de uma revelação.
Jornada Minhas Emoções.
Termômetro da Raiva, Caixinha da Calma.
Diferenças que Conectam.
Amizade e Respeito, Bullying.
Segredos e Confiança, Meu Corpo é Meu.
Por que esse tema importa
A Abordagem Centrada na Pessoa de Rogers mostra que relações pautadas em aceitação incondicional e empatia sustentam o desenvolvimento saudável da autoestima. Por isso essa jornada abre o livro.
O que a criança está aprendendo
Reciprocidade social, teoria da mente inicial e autorregulação social básica.
Como conduzir
Participe da pintura, comente as cenas junto com a criança e pergunte "e você, já viveu isso?" sem forçar uma resposta.
Sinais de alerta
Dificuldade extrema de reciprocidade, isolamento social persistente, ou relatos frequentes de maus-tratos por colegas.
Se a criança revelar algo preocupante
Converse com a escola e observe se existe um padrão de exclusão ou maus-tratos.
Por que esse tema importa
Crianças formam categorias sociais (raça, gênero, corpo) muito cedo, já entre 3 e 5 anos. Nomear e problematizar essas diferenças ativamente previne a cristalização de preconceitos.
O que a criança está aprendendo
Categorização cognitiva típica da fase pré-operatória (Piaget) e desconstrução ativa de estereótipos.
Como conduzir
Evite respostas vagas como "somos todos iguais" — nomeie a diferença como algo real e positivo, sem apagá-la.
Sinais de alerta
Comentários discriminatórios repetidos, vindos de fora, que a criança reproduz sem perceber o impacto.
Se a criança revelar algo preocupante
Corrija com gentileza, sem culpabilizar a criança, e converse sobre de onde veio aquela ideia.
Por que esse tema importa
Programas de prevenção baseados no papel do espectador (bystander) são mais eficazes do que abordagens focadas apenas em punir quem agride.
O que a criança está aprendendo
Distinção entre conflito comum e violência repetida e intencional; papel ativo da testemunha diante do sofrimento alheio.
Como conduzir
Use exemplos concretos do cotidiano, sem dramatizar demais, e convide a criança a pensar em como ela agiria.
Sinais de alerta
Recusa em ir à escola, queda no desempenho, mudanças bruscas de humor, lesões inexplicadas, isolamento repentino.
Se a criança revelar algo preocupante
Acione a escola formalmente, documente o relato com calma e evite interrogar excessivamente a criança.
Por que esse tema importa
A alfabetização emocional é pré-requisito para a autorregulação (competência central do CASEL) e para que a criança consiga, mais adiante, verbalizar desconforto em situações de risco.
O que a criança está aprendendo
Vocabulário emocional, reconhecimento de sensações corporais associadas a emoções e estratégias simples de autorregulação.
Como conduzir
Valide qualquer emoção nomeada pela criança, mesmo raiva ou inveja — o objetivo não é eliminar a emoção, é reconhecê-la.
Sinais de alerta
Dificuldade extrema em nomear emoções, explosões frequentes e desproporcionais, tristeza persistente sem causa aparente.
Se a criança revelar algo preocupante
Diante de sinais de sofrimento emocional persistente, procure orientação de um psicólogo infantil.
Por que esse tema importa
Uma das jornadas mais diretamente ligadas à prevenção de abuso. Ensinar a diferença entre segredo bom e segredo que causa sofrimento é um dos fatores protetivos mais eficazes segundo a literatura em proteção infantil.
O que a criança está aprendendo
Discernimento entre segredo positivo (surpresa) e segredo que gera desconforto; identificação da própria rede de apoio.
Como conduzir
Use os exemplos do livro como ponto de partida e pergunte quem são os adultos de confiança da própria criança.
Sinais de alerta
Recusa em falar sobre determinado adulto, mudança de comportamento após estar com certa pessoa, conhecimento sexual incompatível com a idade, medo de ficar sozinho(a) com alguém específico.
Se a criança revelar algo preocupante
Mantenha a calma, não interrogue, agradeça por ter contado, e procure Conselho Tutelar, escola ou profissional especializado. Não confronte o suposto responsável diretamente.
Por que esse tema importa
Ensinar os nomes corretos das partes íntimas e reforçar a autonomia corporal (o direito de dizer não a um toque) são estratégias com eficácia comprovada na prevenção de abuso sexual infantil.
O que a criança está aprendendo
Vocabulário anatômico correto, noção inicial de consentimento, diferenciação entre toque adequado e inadequado.
Como conduzir
Use tom natural e tranquilo, sem alarme — trate o tema como parte do autocuidado, não como algo assustador.
Sinais de alerta
Comportamento sexualizado incompatível com a idade, resistência a exames médicos de rotina, desconforto extremo com determinada pessoa, dores ou sintomas físicos sem explicação.
Se a criança revelar algo preocupante
Mesma orientação da jornada anterior: acolher sem interrogar, e buscar apoio profissional e institucional imediatamente.
Por que esse tema importa
Baseada nos estágios de desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget, esta jornada ajuda o adulto a calibrar expectativas de acordo com a fase da criança, evitando cobranças incompatíveis com sua maturidade.
O que a criança está aprendendo
Consciência inicial sobre o próprio processo de aprender (metacognição) e valorização do processo além do resultado.
Como conduzir
Aproveite para observar em qual fase a criança parece estar, e ajuste a linguagem das demais jornadas de acordo.
Sinais de alerta
Atraso significativo de desenvolvimento em relação aos marcos esperados para a idade.
Se a criança revelar algo preocupante
Diante de atraso relevante, converse com pediatra ou psicopedagogo — trata-se de acompanhamento responsável, não de comparação.
Se uma criança revelar, de qualquer forma, uma situação de sofrimento, siga estes princípios:
Compartilhe sua experiência com o Entre Elas — sua mensagem passa por uma breve aprovação antes de aparecer aqui publicamente.
Todo feedback é revisado antes de ser publicado.
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Contrate palestras para colaboradores sobre saúde emocional, equidade e prevenção à violência.
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Contribua com kits de higiene, materiais educativos ou recursos para as ações comunitárias.
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Empresas, escolas e organizações que caminham com a gente.
Gráfica Tudo · Anhanguera · Colégio São João Gualberto · PAC — Amigos da Comunidade · Fernandes Vieira Advocacia
"Agradecemos todas as empresas, organizações e pessoas que caminham conosco nesta missão para transformar vidas."
Prevenir · Acolher · Informar · Transformar
"Caminhando entre Elas e Entre Eles."